terça-feira, 24 de abril de 2018

Bento de Sumé: as criações de animais e santos em esculturas de madeira


(Foto: Novos Para Nós)


Espalhadas pelo quintal da casa de Bento Medeiros Gouveia, a madeira é aparentemente um entulho. No quarto ao fundo, o chão batido está salpicado de tintas. Envolta as aves reunidas estariam prontas para o voo se não fossem feitas de imburana, árvore típica da Caatinga nordestina. Na cidade do Cariri paraibano, Bento de Sumé fabrica arte.

Além dos pássaros, no espaço ainda há esculturas de outros animais como onças, cavalos, bois, tatus, cobras, personagens do imaginário popular e também as imagens religiosas como as de São Francisco, São José, Santo Antônio e Nossa Senhora. O entalhe do artista é considerado primitivo, característica que imprime personalidade e identidade as suas obras.


(Foto: Novos Para Nós)


Natural de Sumé, Bento morou muitos anos em São Paulo onde trabalhava como prestador de serviços. Depois de um atropelamento, não conseguiu mais voltar a antiga função e decidiu retornar ao estado natal.

Quando já estava na Paraíba, encontrou perto de casa um palete de madeira. Do material resolveu criar algum trabalho artístico: pássaros. Desde então, o escultor tem se dedicado a transformar objetos em peças com status de arte.

(Foto: Novos Para Nós)

As esculturas de Bento de Sumé são reconhecidas por lojistas, arquitetos, decoradores e colecionadores de todo o Brasil. O trabalho do artista começou a ser comercializado na feira livre da cidade de Sumé. Só em 2005 o escultor ganhou o reconhecimento no estado e fora dele.

Mesmo esculpindo peças diversas, são mesmos os bichos o tema preferido do artista. De todo o trabalho, o maior desafio são as curvas que os troncos da madeira empregam na matéria-prima. Bento se diverte com desenho que a própria natureza criou. “A melhor parte de viver é criar”, comenta.

Esculturas de Bento de Sumé

(Foto: Novos Para Nós)
(Foto: Novos Para Nós)






Fonte: http://www.conexaoboasnoticias.com.br

Novo Sítio São João tem estrutura melhor, em Campina Grande

(Foto: divulgação)

O novo Sítio São João, espaço tradicional do São João de Campina Grande, vem recebendo processos de finalização da estrutura para receber turistas durante o fim do mês de maio todo o mês de junho, em Campina Grande. O local também vai receber o programa ‘Arraiá da Correio’, da TV Correio.

A nova estrutura do Sítio São João vai ter Museu Iconográfico do Cangaço; três engenhos; Casa de Farinha; artesanato; produção e degustação de caldo de cana, cachaça, rapadura e alfenim; tipografia, fotos lambe-lambe, difusora, exposição de cordel; teatro de mamulengo; igreja principal com pátio; capela; lago; e dois palcos.

O novo Sítio fica na Avenida Floriano Peixoto, em uma área próxima ao Ginásio O Meninão, no bairro Dinamérica.

De acordo com o idealizador do Sítio São João, o vereador João Dantas, a mudança aconteceu porque o proprietário do terreno onde o sítio era montado anteriormente não quis renovar o contrato de aluguel.

Outra novidade do Sítio São João para 2018 é o Museu do Iconográfico do Cangaço, que contará com uma exposição de fotografias e conteúdos exclusivos que pertencem ao próprio idealizador do evento. “São fotos do cangaço, algumas que nunca nem foram publicadas, entrevistas que fiz com vários cangaceiros quando estavam vivos, e fatos que aconteceram envolvendo cangaceiros, volantes, ‘coitieiros’. Então tem tudo pra ser um sucesso”, finalizou o vereador.

Fonte: www.portalcorreio.com.br

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Projeto “Nas Asas da Leitura” promove nesta terça-feira (24), palestra sobre a escrita de autoria feminina na Literatura



O projeto Nas Asas da Leitura, vinculado ao Departamento de Letras e à Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), promove nesta terça-feira (24), às 9h, no Auditório II da Central de Integração Acadêmica (CIA), Câmpus de Bodocongó, em Campina Grande, a palestra “Mulheres na Literatura”, ministrada pela escritora Débora Gil Pantaleão, que discorrerá sobre a escrita de autoria feminina.

A palestrante é mestre em Letras pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e atua especialmente nas áreas de dramaturgias de língua inglesa, teorias do teatro e estudos interartes. Na ocasião, ela ainda falará sobre suas obras “Nem uma vez uma voz humana”, “Sozinha no cais deserto” e “Vão remédio para tanta mágoa”, que também estarão sendo vendidas durante o evento. Os interessados podem se inscrever no local do evento e, cumprida a carga horária, receberão certificados de participação.

Esta será a segunda atividades do Ciclo de Palestras promovido pelo projeto Nas Asas da Leitura, que é coordenado pela professora Amasile Lisboa e existe há mais de três anos, atuando também em escolas públicas municipais com a finalidade de promover a inclusão social através da leitura e despertar o prazer pela escola. Outras informações sobre o projeto podem ser obtidas através do telefone (83) 3344-5320.

Fonte: www.uepb.edu.br

Filme sobre violência policial vence É Tudo Verdade 2018

(Foto: Internet)

Filmes sobre a violência policial brasileira e o horror da guerra vencem o É Tudo Verdade 2018. "Auto de Resistência", de Natasha Neri e Lula Carvalho ganhou a Competição Brasileira de longas-metragens enquanto "O Distante Latido dos Cães", de Simon Lereng Wilmont, foi o eleito na Competição Internacional de longas.

Ambos debruçam-se sobre mazelas contemporâneas, porém com largo lastro histórico. No Brasil, "Auto de Resistência" mostra como um expediente jurídico serve à impunidade de policiais que praticam execuções sumárias no Rio de Janeiro. As imagens são de impacto e, numa delas, vemos de relance a vereadora Marielle Franco, executada há mais de mês por assassinos ainda desconhecidos.

Em "O Distante Latido dos Cães" temos imagens de uma família na zona de guerra entre Ucrânia e Rússia. A "normalização" dos conflitos, com bombas caindo de tempos em tempos, fuga para abrigos, etc., é vista pelos olhos de dois meninos, Oleg e Yarin, que vivem em Donesk, na Ucrânia. Não há discursos, culpabilizações ou análises. Apenas registro de um cotidiano atroz, que às vezes pode ser visto apenas como um jogo por olhares infantis.

"Roubar Rodin", de Cristóbal Valenzuela, venceu a Competição Latino-americana de longas. "Nome de Batismo - Alice", de Tila Chitunda, e "Ressonâncias", de Nicolas Khoury, são os curtas vencedores nas categorias brasileira e internacional, respectivamente. "Ex-Pagé", de Luiz Bolognesi, ganhou o prêmio da crítica, organizado pela Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema). Para os críticos, o melhor curta nacional foi "Inconfissões", de Ana Galizia.

"Ex-Pagé" é espantoso - ótimo que tenha sido distinguido pela crítica. Mostra o caso de Perpera, pagé do povo Paiter Suruí até ser "destituído" pela chegada de uma igreja evangélica à aldeia. Tendo sua função considerada "coisa do diabo" pelo pastor, foi relegado ao cargo de porteiro do templo. Tudo muda quando uma mulher da aldeia é picada por uma cobra e fica entre a vida e a morte. O ex-pagé, ainda que temporariamente, readquire importância social - sua "eficácia simbólica", para evocar um artigo célebre de Lévi-Strauss sobre o xamanismo. Um filme de resistência, como definiu seu diretor.


Fonte: Jornal do Brasil

Guilherme Arantes faz show inédito e gratuito hoje em João Pessoa

(Foto: Divulgação)


Com mais de 40 anos de carreira, Guilherme Arantes vem até João Pessoa para fazer um show inédito e gratuito no Mangabeira Shopping, hoje (24), a partir das 19h. O paulista traz para a cidade seu último álbum lançado “Cores & Flores”. Com um repertório que agrada diversas gerações, o artista não deve deixar de fora da apresentação, que acontece no Palco de Eventos, na Praça de Alimentação do mall, grandes sucessos de sua trajetória como Planeta Água, Meu Mundo e Nada Mais, entre outros.

Quem for ao show vai ouvir canções dançantes no estilo pop e praieiras, músicas com influência do rock progressivo e latina, além de baladas clássicas. Sempre preocupado em oferecer aos seus clientes mais uma opção de lazer e entretenimento, o Mangabeira Shopping desde 2015 vem investindo em programação cultural tanto para o público adulto quanto o infantil.


Fonte: www.portalcorreio.com.br

Ator cajazeirense Nanego Lira participa de ‘Onde Nascem os Fortes’, série que estréia hoje na Rede Globo



Com estreia marcada para hoje (23), Onde Nascem os Fortes, a nova supersérie da Globo, tem a fotografia assinada pelo paraibano Walter Carvalho. “Isso é a ilha da fantasia. Voltar aqui tem um sentido lúdico de reencontro e também de delírio e felicidade”, comemorou.

Ovacionados pelos colegas de trabalho durante o evento, os paraibanos Nanego Lira e Zé Dumont contaram que as filmagens são um presente para os telespectadores. “É uma forma de agradecer a essa terra tudo que ela me deu. Nós temos um estado muito forte e a supersérie se baseia nisso”, falou Zé.

O Bar do Adauto será cenário de momentos importantes para a trama de Onde Nascem Os Fortes. Para dar pele, corpo, alma e camadas de interpretação do personagem está o ator paraibano Nanego Lira.

Gravações

O trabalho começou em outubro de 2017 e vai até o fim deste mês. Cerca de 60% das cenas foram feitas em externas e locações no semiárido paraibano, em um raio de 100 quilômetros partindo do hotel situado dentro do Lajedo de Pai Mateus, onde foram instalados ilha de edição, camarins e salas para figurinos.

Por isso, as visitas turísticas às formações rochosas continuam suspensas até o encerramento das gravações, já que, no local, foi construída uma estrutura feita com canos de PVC para simular uma oca de galhos com 50 metros de profundidade, 10 metros de largura e até oito de altura.

Outra criação da equipe de cenografia foi em uma fazenda no município de Soledade, que teve parte das construções reais alteradas para se tornar a fictícia cidade de Sertão, onde a supersérie será ambientada.

Onde Nascem os Fortes é escrita por George Moura e Sérgio Goldenberg, com direção artística de José Luiz Villamarim. No elenco, grandes nomes, como Fábio Assunção, Debora Bloch, Irandhir Santos, Enrique Diaz, Jesuíta Barbosa, Carla Salle, Lara Tremouroux, Alexandre Nero, Lee Taylor, Gabriel Leone, Alice Wegmann, Marco Pigossi e Irandhir Santos.

Nanego

José do Nascimento Lira Neto foi batizado no dia 29 de agosto de 1964. No meio artístico é conhecido por “Nanego Lira”. Ele faz parte de uma família de atores de Cajazeiras, interior da Paraíba, formada por Soia Lira (atriz), Buda Lira (ator e diretor de teatro), Paula Lira (atriz), Salvino Sousa (artista plástico e professor de artes) e Bertrand Lira (cineasta-documentarista e professor universitário).

Durante a juventude, Nanego criou, juntamente com seus irmãos, o grupo “Terra” de teatro. Em João Pessoa, o grupo se uniu ao ator e diretor Luiz Carlos Vasconcelos, em 1977, criou uma das experiências mais férteis no cenário paraibano: o Grupo Piollin.

O grupo ganhou expressividade nacional e internacional em 1992, com o espetáculo “Vau da Sarapalha”, adaptação da obra de Guimarães Rosa, sob direção de Luiz Carlos Vasconcelos, tendo Nanego Lira como ator. Essa peça permaneceu mais de uma década em cartaz, sendo exibida em todo o Brasil, bem como em eventos pela América Latina e além mar.

Expressando prodigiosamente seu amor e talento pelas artes cênicas, o ator participou da peça “Beiço de Estrada”, trabalhando ao lado de Marcélia Cartaxo e Ana D’Lira, atrizes que, como ele, vieram a conquistar espaços importantes em seriados de televisão, no teatro e no cinema nacional.

Através do Projeto Mamebão, a peça “Beiço de Estrada” ganhou projeção nacional e, em 1984, pelo reconhecimento obtido e potencial manifestado, o “Terra” se uniu ao Grupo Piollin de Teatro, sob a liderança do ator e diretor Luiz Carlos Vasconcelos.

O Grupo Piollin legou uma série de experiências positivas e bem sucedidas a seus membros, e foi especialmente próspero a Nanego Lira. O artista teve oportunidade de viver em um espaço de convivência laboratorial no campo da dramaturgia moderna, e imergindo em fluxo teatral produtivo e colaborativo.

O ator cajazeirense, tendo sempre à frente o experiente diretor Luis Carlos Vasconcelos, começou a atuar em grandes montagens, bem como em produções de curtas e no cinema documental paraibano e nordestino.

Filmografia

Reza a lenda (2016); Antoninha/curta (2014); Os Pobres Diabos (2013); Gonzaga, de Pai para Filho (2012); A Poeira dos Pequenos Segredos/curta (2012); Depois da Curva/curta (2009); O Grão (2007); Cinema, Aspirinas e Urubus (2005); Hoje é Dia de Maria/minissérie (2005); Central do Brasil (1998); Árvore da Miséria (1998).

Prêmios

Machado Bitencourt, como melhor ator no filme “Depois da Curva” (2011), Prêmio Especial concedido pelo júri do Festival de Cinema e Vídeos de Natal, 2009), por sua atuação no filme “O Grão”, e o Troféu Aruanda 2014 de Cinema.

Fonte: www.http://coisasdecajazeiras.com.br

domingo, 22 de abril de 2018

‘Balaio do Nordeste’ vai ao RJ para ‘lutar’ pelo forró

(Foto: Internet)

A luta pelo fortalecimento do forró continua. Desta vez, no Rio de Janeiro. O Sesc de lá realiza entre os dias 26 e 28 de abril o Fórum Forró de Raiz RJ, evento que reunirá personalidades, artistas, pesquisadores e profissionais reconhecidos nacionalmente pela sua atuação na cadeia produtiva do forró.

Um dos representantes da Paraíba será a Orquestra Sanfônica Balaio Nordeste, que fará uma performance-manifesto ao lado de artistas como a também paraibana Sandra Belê. “Estamos na luta pela valorização do forró, que não vive um bom momento. Apesar disso, está sendo gratificando encontrar pessoas e instituições dispostas a lutar conosco”, afirma a produtora Joana Alves, da Associação Cultural Balaio Nordeste.

O show realizado no dia 28 na Feira de São Cristóvão, reduto da cultura nordestina no Rio, também contará com a presença de artistas como Anastácia Forrozeira, Cassiano Beija Flor, Cris da Maria Filó, Del Feliz de Salvador, Gilberto Teixeira, Igor Konde, Antônia Amorosa, Caceteiro do Forró, Sergival Silva e Oswaldinho, entre outros.

Outros fóruns regionais já foram e serão realizados pelo país por iniciativa do Fórum Nacional de Forró de Raiz. “Conseguimos o apoio da senadora Fátima Bezerra, do Rio Grande do Norte, que quer levar a discussão para o Senado. Também conversei com o ministro da Cultura na semana passada e já marcamos uma reunião em Brasília para conversar sobre o forró enquanto Patrimônio Imaterial Brasileiro”, completa Joana.

Patrimônio imaterial

Para ganhar o título, o forró precisa comprovar sua continuidade histórica e relevância nacional para a memória, identidade e formação da sociedade brasileira junto ao Iphan.


Fonte: www.correiodaparaiba.com.br

São João de CG terá eleição da Rainha da Diversidade

(Foto: Divulgação/Codecom-CG)

O Festival das Estrelas Juninas de 2018, além do Concurso de Noiva, Rainha e Casal Junino das quadrilhas, irá realizar o concurso para escolher a Rainha da Diversidade. Este ano o festival irá acontecer no dia 5 a 10 de julho, às 19h, na Pirâmide do Parque do Povo.

O Parque do Povo vai sediar o Concurso da Rainha da Diversidade, no dia 5 de junho; Rainha do Agreste, dias 7 e 8, já estão inscritas quadrilhas de 10 cidades; Rainha de Campina Grande, dias 9 e 10, com a participação de 11 agremiações juninas. Os cinco jurados convidados vão julgar simpatia, figurino, coreografia, entrada e saída.

O primeiro colocado no Concurso da Rainha da Diversidade vai representar Campina Grande no certame estadual que será realizado na cidade de Santa Rita.

De acordo com Lima Filho, presidente da Associação de Quadrilhas Juninas, cada quadrilha escolhe os seus representantes. Ele informou que em 2017 a Rainha nacional foi de Campina Grande.

Fonte: www.portalcorreio.com.br