domingo, 15 de abril de 2018

Musical do Ayrton Senna será exibido nos cinemas; assista ao trailer



O espetáculo teatral "Ayrton Senna, o Musical" foi filmado com nove câmeras, gruas e drones, e será exibido nos cinemas de mais de 70 cidades no dia 1º de maio, aniversário de morte do piloto. Este será o primeiro espetáculo musical brasileiro filmado e exibido nos cinemas.

O musical está atualmente em cartaz no Teatro Sérgio Cardoso e o objetivo da exibição nos cinemas é democratizar o acesso ao espetáculo em localidades mais afastadas. Ao todo , o musical conta com 26 atores em cenas de dança, música e circo. 

O trailer do filme que será exibido nos cinemas foi divulgado na última quinta-feira. Parte da renda será revertida para o Instituto Ayrton Senna. 


Veja abaixo o trailer:



Fonte: www.uol.com.br/

sábado, 14 de abril de 2018

A cruzada de um publicitário na busca por artistas populares e suas obras inusitadas

O publicitário Renan Quevedo, saiu de carro pelo país garimpando artistas populares (Foto: Internet)

A longa viagem pessoal em busca da arte popular já passou dos 25.000 quilômetros rodados, o equivalente a cruzar o país do Oiapoque ao Chuí seis vezes. Foram seis meses na estrada, com passagem por 16 estados e pelo Distrito Federal. O saldo aponta o encontro com 262 artistas populares e suas obras. São cachorros, brinquedos, pinturas inspiradas na arte rupestre, santos, pássaros, grávidas e igrejas. Muitas obras nascem em cidades sufocadas pelo calor do sertão, em casas de barro ou pau a pique. Os artistas são pessoas de vida simples, pouca instrução formal, reconhecimento restrito, mas dotadas de talento, criatividade e expressividade únicos.

O publicitário Renan Quevedo, de 27 anos, largou o emprego em São Paulo, vendeu todos os bens e alugou um carro. Saiu em busca de artistas populares país afora. “Estou em busca de pessoas que não sei quem são. Cruzei muitas vezes o país, comi poeira nos sertões nordestinos e sentei por horas em frente ao volante.”

Tudo começou quando deixava São Paulo em feriados e fins de semana à procura de arte, artistas e histórias. Durante anos, empenhou-se em pesquisar a arte popular brasileira, mas a distância tornava-se cada vez mais limitadora. Foi então para a estrada. Na visita à casa de nomes importantes da arte popular e do artesanato brasileiro, encontrou alguns que não tinham o que comer e que viviam em ambientes tão rústicos quanto suas obras. “Estou falando de artistas que já foram estudados, com trabalhos publicados, exposições dentro e fora do Brasil e que carregam o título de consagrados.”

A desvalorização desses talentos levou Quevedo a criar nas redes sociais o projeto Novos para Nós. Por meio dele, mapeia, fotografa, entrevista e escreve relatos sobre os artistas que encontra. Além deles, Quevedo cruzou com lavadeiras, benzedeiros, pagadores de promessas, curandeiros, parteiras, lapidadores, uma vila com 300 casas e uma única moradora, uma comunidade quilombola com um dialeto próprio. Bateu assim às portas do Brasil profundo numa viagem sem fim.

Jeovah Santos, o pintor desconhecido mais famoso (Teresina — PI)

Mesmo com mais de 50 anos como pintor, Jeovah Santos ainda figura como artista desconhecido. Aprendeu a pintar e esculpir sozinho. Suas peças retratam a região, o folclore e a religião com padrões de linhas e pontos espalhados pela tela. As obras de Jeovah já estiverem presentes em mais de 50 exposições, tanto no Brasil quanto no exterior. Estamparam famosos e saudosos cartões telefônicos.

A pintura de Jeovah Santos, com suas linhas e pontos na tela (Foto: RENAN QUEVEDO)

Zé da China, o Geppetto do Sertão (Major Sales — RN)

Com 61 anos, Zé da China produz brinquedos há 15. O medo do erro é constante em seu trabalho. Nenhuma peça começa com um estudo prévio, e a surpresa do resultado dura até a conclusão da obra. Com o sopro do vento, seus personagens vivem. As peças que retratam cenas de seu cotidiano ganharam, em 2014, espaço no jardim da Pinacoteca do Rio Grande do Norte. Eram tocadores, serradores, sovadores de pilão, bicicletas, animais. O mundo de Zé da China.

Zé da China, o Geppetto do Sertão (Foto: RENAN QUEVEDO)

O voo dos pássaros de Bento (Sumé — PB)

Depois de um atropelamento, Bento ficou incapaz de exercer o trabalho que fazia em São Paulo. Encontrou próximo a sua casa um palete e resolveu fazer arte. Transformou os pedaços de madeira em bichos. Em Sumé, na Paraíba, o chão de sua casa é forrado de pássaros que ajudaram Bento a retomar sua vida e alçar voos diferentes. É um dos expoentes da arte popular paraibana, fazendo animais de todos os tipos. Gosta do desafio que a matéria-prima lhe faz com as curvas dos troncos e não tem dúvida em dizer: “A melhor parte de viver é criar”.

As aves que habitam o ateliê do artista paraibano Bento (Foto: RENAN QUEVEDO)


As baleias gracilianas de Marcos Paulo (Sertânia — PE) 

As obras de Marcos Paulo nascem em Sertânia, que fica na divisa entre Pernambuco e Paraíba. Os cachorros do artista, ou melhor, as Baleias, parecem ter saído diretamente das páginas de Vidas secas, o clássico de Graciliano Ramos, para tomar forma em madeira. “No fim das contas, minha arte é sobre a resistência de meus conterrâneos — todos vitoriosos por aguentar os trancos desta nossa vida. A imagem de Baleia é exatamente como as coisas acontecem por aqui. No passado era muito comum. Com o tempo, as coisas foram melhorando, mas ainda se vê fome e seca”, contou.


As Baleias, do pernambucano Marcos Paulo, são inspiradas na cadela criada por Graciliano Ramos em Vidas secas (Foto: RENAN QUEVEDO)

Zé Bezerra, o homem das cavernas (Vale do Catimbau — PE)

Zé Bezerra vive em uma casa de barro e decorada com pedras. Sua arte é inspirada nas pinturas pré-históricas encontradas na região do Vale do Catimbau. Na região, as montanhas de pedras levam nomes de animais, o que facilita o aflorar de sua imaginação. Zé Bezerra anda pela divisa do Agreste com o sertão pernambucano à procura de troncos caídos, que servem como matéria-prima. Na hora da zabumba, compõe estrofes animadas e narra as histórias de sua vida. Não hesita: “Sou feliz”. A arte de Zé Bezerra é celebrada por diversos colecionadores internacionais.

Zé Bezerra faz de troncos caídos matéria-prima para sua arte em Pernambuco (Foto: RENAN QUEVEDO)


O barro internacional de Maria Amélia (Tracunhaém — PE) 

Uma artista com quase um século dedicado ao barro. Maria Amélia, hoje com 93 anos, começou a brincar de fazer esculturas de bichos aos 8. Tempos depois, vieram os santos que a consagraram como artesã. A inspiração veio das pinturas que encontrava na feira livre de Tracunhaém. São João do Carneirinho, Nossa Senhora do Rosário, Rainha dos Céus, Santa Luzia e São José carregam olhares comoventes e mantos detalhados. As esculturas de Maria Amélia participaram de exposições dentro e fora do Brasil. Em 2011, ela ganhou o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco. Dedica-se hoje mais a peças menores por causa da saúde. Olha para trás com orgulho da história que construiu: “Viajarei muito feliz”. 

As desilusões da profissão de Eraldo de Queiroz (Arapiraca — AL) 

João da Lagoa é bastante conhecido por quem estuda a arte popular brasileira. Poucos, no entanto, sabem que o falecido escultor teve um ajudante. Vivendo praticamente isolado em uma casa recém-construída e sem acabamento, Eraldo de Queiroz, de 69 anos, aprendeu a dar formas a suas peças com o amigo. Mesmo incentivado, nunca apostou em ser artista porque o dinheiro sempre lhe pareceu pouco. Já não esculpe mais. Quando lhe falam do trabalho especial que fazia, brilham-lhe os olhos: “Você acha que eu deveria voltar a esculpir?”. 

Dona Joana Pinta, a caçadora de arte tecelã (Berilo — MG)
Dona Joana Pinta é a pessoa mais velha a se dedicar à tecelagem em Berilo, em Minas Gerais. São 72 anos desenvolvendo a arte que aprendeu com a mãe, que por sua vez foi ensinada pela avó. Foi assim que Joana criou seus oito filhos. “Quem teima mata a caça.” A matéria-prima vem do próprio ambiente. A caçadora sai pelo mato com um machado nas costas à procura de frutas para tingir o algodão. Vende para os compradores que vão até sua casa na zona rural. Se eles não vêm, dona Joana vai até eles. “Coloco aquela bolsa lá nas minhas costas e saio batendo de casa em casa.” 


A tecelã Joana Pinta (à dir., no alto), a mais velha a se dedicar à arte em Berilo, Minas Gerais (Foto: RENAN QUEVEDO)

A religiosidade da ceramista Rosa Negreiro (Caraí — MG)

Com um tom de puritanismo, as obras de Rosa vão de mulheres grávidas, bebês e casas a igrejas, presépios e santos. Na zona rural da cidade mineira de Caraí, a mais de 500 quilômetros de Belo Horizonte, a ceramista Maria Rosa Negreiro sustenta suas duas filhas com o artesanato que fabrica no Vale do Jequitinhonha. As meninas já dão sinal de que continuarão a profissão da mãe. O maior problema da região são os atravessadores, que compram as esculturas produzidas no Vale e as revendem por preços extorsivos. Os artistas ficam com o troco. 

Jadir João Egídio, da depressão ao reconhecimento (Divinópolis — MG) 

Ainda pequeno, Jadir João Egídio foi abandonado pelo pai. Já teve todas as profissões que se pode imaginar para sobreviver. No fim da adolescência, foi tomado pela depressão e encontrou na arte uma saída. O hobby virou talento. Quarenta anos depois, o mineiro é reconhecido por críticos como um dos expoentes da arte brasileira. O domínio que Jadir João tem sobre a madeira permite que ele transmita com força suas crenças religiosas e as relações sociais que o fizeram artista. 



Peça em madeira de Jadir João Egídio; arte o livrou da depressão (Foto: RENAN QUEVEDO)


Bonecas de barro de Andréia e Glória Andrade (Vale do Jequitinhonha — Mg) 

Na década de 1960, a viúva Izabel Mendes da Cunha (1924-2014) fazia panelas para sustentar a família e caminhava mais de 20 quilômetros para vendê-las na feira. Um dia teve a ideia de fazer uma cabeça para uma das moringas. O povo gostou e pagou um pouco a mais pela peça, o que incentivou dona Izabel a prosseguir. Em 2004, a artesã ganhou o primeiro lugar do Prêmio Unesco de Artesanato para a América Latina. Filhas da maior bonequeira do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, Andréia e Glória Andrade continuam a criar arte com barro, do jeito que a mãe lhes ensinou. Além da paciência e da dedicação das irmãs às esculturas, a arte demanda muito tempo, habilidade e atenção ao processo que envolve o forno durante todo o dia. O mistério é maior porque os pigmentos utilizados na pintura são naturais e mudam dependendo da temperatura. Não se sabe exatamente a cor que as peças terão nem se vão sobreviver à queima, pois as impurezas no barro podem danificá-la.


Obras de Andréia e Glória Andrade, filhas da maior bonequeira de Minas Gerais (Foto: RENAN QUEVEDO)





Fonte: www.epoca.globo.com

Monteiro divulga programação do IX Festival de Cultura Zabé da Loca

Novinho da Paraíba (Foto: Reprodução)

Valorizar os novos e os já consagrados artistas é um dos intuitos da realização do Festival de Cultura Popular do Cariri Zabé da Loca, que neste ano chega a sua nona edição.

E nesta semana a Secretaria de Cultura e Turismo, através da secretária Christianne Leal, divulgou a programação deste ano, que, além de muita música, conta com novidades.

Como novidade, o festival, que acontecerá na Praça João Pessoa, contará com dois palcos sendo o Palco 1 com atrações regionais de Bandas de Pífanos e o Palco 2 onde se apresentarão as atrações principais.

Na sexta-feira dia 20 de abril abertura acontecerá às 21h com as Bandas de Pífano. Nos dois dias do evento se apresentarão as seguintes bandas: Banda de Pífano Manoel de Joana da cidade de Camalaú, Banda de Pífano Pio X da cidade de Sumé, Banda de Pífano Zabelezando da cidade de Zabelê, Banda de Pífano de Umbuzeiro e a Banda Pífano Perfumado da cidade de Monteiro.

O aclamado monteirense Novinho da Paraíba subirá ao palco juntamente com Osmando Silva, Ilmar Cavalcante, Washington Marcelo, Júlio Martins e Dejinha de Monteiro, às 22h, e logo após a cantora Sandra Belê, todos no Palco 2.

No dia 21 a programação começa no período da tarde com o lançamento do livro Cariri de Aruiara, uma publicação que tem 125 páginas, lançada pela Eduepb, com selo Latus, que mostra dezenas de poesias do homem que referencia Pinto de Monteiro, do poeta monteirense Espedito de Mocinha.

No período da noite a programação começa no Palco 1 com as Bandas de Pífanos e às 22h no Palco 2 se apresenta Biliu de Campina.

“O Festival de Cultura Zabé da Loca está cada vez melhor. Este ano oferecemos um grande espaço para as bandas de pífano para que esta seja uma arte cada vez mais difundida, além do nosso grande homenageado, o Novinho da Paraíba, para ouvirmos um forró de qualidade, daqueles que só a nossa terra sabe fazer, são dois dias, dois palcos e muita cultura”.

O 9º Festival de Cultura Popular do Cariri Zabé da Loca é uma realização da Prefeitura Municipal de Monteiro por meio da Secretaria de Cultura e Turismo com parceria da Universidade Estadual da Paraíba – Núcleo de Cultura Zabé da Loca e Rota Cultural do Cariri.

Fonte: www.paraibaonline.com.br

Morre Milos Forman, cineasta da luta contra as opressões

Milos Forman: cineasta recebeu o Oscar por "Um estranho no ninho" e "Amadeus" (ANDREW BURTON/Bloomberg/Bloomberg)

O cineasta Milos Forman, conhecido por filmes como “Amadeus” e “Um Estranho no Ninho”, pelos quais venceu o Oscar, faleceu aos 86 anos. Ele foi um dos diretores de uma onda de liberdade e protesto na Tchecoslováquia comunista dos anos 1960, antes de fugir de seu país e triunfar em Hollywood.

“Ele faleceu de modo tranquilo, cercado por sua família e pessoas mais próximas”, afirmou sua esposa, Martina, de acordo com a agência de notícias tcheca CTK.

Nascido em uma família protestante na cidade de Caslav, em 18 de fevereiro de 1932, a vida do cineasta, com uma obra marcada por personagens insubmissos, foi marcada pela Segunda Guerra Mundial.

Seu pai, membro da resistência, morreu no campo de concentração nazista de Buchenwald e sua mãe faleceu em Auschwitz.

Forman recordava a última vez que viu seu pai: quando tinha sete anos e foi retirado da sala de aula para vê-lo escoltado por dois membros da Gestapo. O pai entregou um envelope para sua mãe e afirmou: “Diga que está tudo bem, que voltarei”. Mas ele nunca retornou.

Três anos depois, a Gestapo entrou em sua casa enquanto Forman estava na cama.

“Minha mãe veio e me observou com medo olhos. Sabia que era a Gestapo. Depois ela desapareceu. A casa ficou em silêncio. Eu estava sozinho”, recordava.

A diversão como estratégia

Este foi o primeiro episódio dramático de uma vida repleta de surpresas, como a descoberta em 1964, por meio de uma mulher que conheceu sua mãe em Auschwitz, de que seu pai biológico na realidade era um arquiteto judeu que morava no Equador.

Forman faleceu na sexta-feira, de acordo com sua família.

Nos anos 1960, Milos Forman integrou o grupo de cineastas dissidentes da Nova Onda tcheca e dirigiu três comédias clássicas: “Pedro, O Negro”, “O Baile dos Bombeiros” e “Os Amores de uma Loira”.

Forman, que trabalhava com atores não profissionais, contou uma vez que sua estratégia consistia em que o elenco deveria se divertir.

“O Baile dos Bombeiros” foi produzido pelo magnata italiano Carlo Ponti, mas quando assistiu a versão final o produtor se negou a pagar os 80.000 dólares prometidos (uma quantia astronômica na época) e considerou o filme uma paródia trivial.

Forman conseguiu convencer o produtor francês Claude Berri para que comprasse os direitos do filme, que permaneceu proibido na Tchecoslováquia- por ironizar a classe operária – até a queda do comunismo, em 1989.

Em agosto de 1968, poucos dias antes da repressão soviética ao movimento conhecido como Primavera de Praga, Forman deixou a Tchecoslováquia e seguiu para a França. Poucos meses depois, o diretor se mudou para os Estados Unidos, onde obteve a cidadania em 1977. Só retornou a seu país em 1983 para rodar “Amadeus”, filmes sobre Mozart que venceu vários prêmios.

O primeiro filme de Forman nos Estados Unidos, “Procura Insaciável” (1971), também foi rodado com atores não profissionais, mas não conseguiu impressionar o público não europeu.

Seu filme seguinte, “Um Estranho no Ninho” (1975), protagonizado por Jack Nicholson, foi um grande sucesso de crítica e público. O longa-metragem venceu cinco estatuetas do Oscar, incluindo melhor filme e diretor.

Depois ele dirigiu o musical “Hair” (1979) e “Na Época do Ragtime” (1981).

Em 1983, Forman rodou “Amadeus” com um elenco americano em uma cidade de Praga ainda controlada pelos comunistas. O longa-metragem se tornou um clássico e recebeu 8 Oscar (de um total de 11 indicações), incluindo melhor filme e o segundo prêmio da Academia de diretor para o cineasta.

“Um diretor é um pouco de tudo, um pouco escritor, um pouco ator, um pouco editor, um pouco figurinista”, disse uma vez.

Forman tambem dirigiu “Valmont – Uma História de Seduções” (1989), “O Povo Contra Larry Flynt” (1996), pelo qual também foi indicado ao Oscar, “O Mundo de Andy” (1999) e “Sombras de Goya” (2006).

O diretor foi casado com as atrizes Jana Brejchova e Vera Kresadlova, com quem teve gêmeos, Matej e Petr, antes de sair da Tchecoslováquia.

Em 1999 se casou com a roteirista Martina Zborilov, com quem também teve gêmeos, Andrew e James

Fonte: https://exame.abril.com.br

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Fórum Universitário inicia atividades de 2018

(Foto: Internet)


O Fórum Universitário da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) inicia suas atividades de 2018 com a palestra "O presente e o futuro", proferida pelo escritor, compositor, dramaturgo, poeta, tradutor e roteirista paraibano Bráulio Tavares. O evento é gratuito e será realizado no auditório da Reitoria, Campus João Pessoa, nesta sexta-feira, 13 de abril, com início às 19 horas.

O atual coordenador do Fórum, professor Eduardo Rabenhorst, informa que as atividades devem ocorrer mensalmente, nos diversos campi da UFPB, de acordo com cronograma a ser preparado. “O Fórum está passando por um processo de reorganização de sua estrutura, meios e ações. O primeiro momento é de planejamento. Esperamos contar com sugestões da comunidade acadêmica para estabelecer sua agenda temática nas várias áreas do conhecimento”, relatou. 

A intenção, segundo o professor, é reestruturar o modelo organizacional da entidade, promovendo discussões interdisciplinares. Para o mês de maio, Rabenhorst conta que o Fórum Universitário realizará uma jornada sobre os 50 anos do movimento de Maio de 68. “Como norte inicial, o Fórum adotou a ideia de realizar eventos alusivos às grandes datas que fazem aniversário no ano de 2018”, explica. 

Convidado 

Primeiro participante das atividades propostas pelo Fórum Universitário em 2018, Bráulio Tavares é autor de obras em diversos gêneros literários e tem se destacado nos campos da literatura fantástica e ficção científica, organizando várias antologias sobre o assunto para a editora Casa da Palavra (Rio de Janeiro). O paraibano de Campina Grande, radicado no Rio de Janeiro, mantém uma coluna diária sobre cultura no Jornal da Paraíba. 

Fonte: https://www.ufpb.br

Universidade Estadual da Paraíba promove 2º Encontro de Sanfoneiros e Tocadores de Fole de Oito Baixos



“A nossa Universidade/Tem sido por excelência/Um bastião da cultura/Reduto da inteligência/Por muitos reconhecida/Como um berço da ciência”. Os versos do poeta Manoel Monteiro falam por si só a respeito da significativa colaboração da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) no que se refere a valorizar o patrimônio artístico do povo nordestino. Enlaçado a esta missão surgiu em 2017 o Encontro de Sanfoneiros e Tocadores de Fole de Oito Baixos, realizado com êxito pela Pró-Reitoria de Cultura (Procult), e que ganha nova edição este ano, ocorrendo de abril a junho.

Mais uma vez, o Encontro acontecerá em comunhão com todos os campus da Universidade, tendo como objetivo principal louvar os sanfoneiros da Paraíba, enaltecendo os artistas já conhecidos em suas comunidades e dando espaço, igualmente, para os novos talentos, na intenção de preservar e propagar a genuína cultura popular. Além disso, por meio de uma parceria firmada entre a Procult e a Coordenadoria de Comunicação (Codecom) da Instituição, todas as etapas do evento este ano serão filmadas e transmitidas ao vivo pela TV UEPB.

Conforme a agenda da iniciativa, os eventos serão efetivados em Araruna (26/04), Patos (04/05), Monteiro (11/05), Guarabira (18/05), Lagoa Seca (25/05), Catolé do Rocha (30/05), João Pessoa (06/06), e Campina Grande (15 e 21/06). Algumas datas, todavia, poderão sofrer modificações para se adequarem melhor ao calendário.

Na programação constam oficinas instrumentais e palestras sobre a tradição e o uso do fole de oito baixos e da sanfona, envolvendo renomados professores do Centro Artístico Cultural (CAC) da UEPB – Luizinho Calixto, Edglei Miguel, João Batista, Erivelton da Cunha e Erivan Ferreira – além de Sandrinho Dupan, um dos curadores da área de música do Museu de Arte Popular da Paraíba (MAPP). Artistas convidados também integrarão a iniciativa, a exemplo do que foi proposto ano passado. Abertura com emboladores, violeiros e repentistas, café da manhã, aula espetáculo, almoço, apresentação dos sanfoneiros e tocadores de fole em praça pública, compondo a Mostra dos Sanfoneiros, bem como diplomação, são algumas das fases comuns às oito etapas do evento.

A culminância do 2º Encontro de Sanfoneiros e Tocadores de Fole de Oito Baixos se dará em junho, em Campina Grande. Assim, o evento engrossará o cenário do Maior São João do Mundo, inclusive com a colocação de um stand no Parque do Povo. A ideia é que o Encontro seja um marco da cultura popular nordestina, dentro da mais expressiva festividade da Rainha da Borborema, ressaltando, sobretudo, o ofício daqueles que simbolizam a resistência da música de raiz.

Entre as homenagens previstas para a edição 2018, figuram Zé Calixto e toda a família dos Calixto, além dos sanfoneiros Geraldo Correia, Manoel Tambor e Cabral. Também haverão homenagens póstumas a Severino Medeiros, Bau de Patos, Chico Sanfoneiro, Biu Alambique e ao embolador Lua Nova.

O Encontro almeja, ainda, difundir e aliar a música da sanfona e do fole de oito baixos aos eventos culturais em toda região da Paraíba, destacando-as como das mais importantes atividades culturais do Brasil; aliançar com maior profundidade, ao cotidiano da música nordestina e brasileira, o projeto de cultura popular da UEPB; agregar os estudantes e a comunidade local e regional nos eventos promovidos pela Universidade e demais setores da sociedade; envolver monitores e setores das bibliotecas nas diversas áreas do conhecimento; divulgar os talentos da sanfona em todo Nordeste e nas demais regiões do Brasil.

Fonte: http://www.uepb.edu.br

Movimentos sociais da PB realizam ato inter-religioso e cultural por Marielle Franco nesta sexta

Cartaz de divulgação do ato por Marielle, Anderson e Lula


#30 dias por Marielle. Este é o nome do ato inter-religioso e multicultural, que o PSOL e os movimentos sociais da Paraíba vão realizar na próxima sexta-feira, 13, a partir das 14h, no pátio da Basílica de Nossa Senhora das Neves, em João Pessoa.


Artistas como Seu Pereira, Escurinho, Ian Valentim, Adeildo Vieira, Chico Limeira, Baque Mulher, Coco das Manas, Gláucia Lima e Cida Alves estarão presentes na manifestação, e através de suas músicas, vão lembrar a memória de Marielle e os 30 dias que o assassinato da vereadora e do motorista Anderson Gomes continua sem solução.

No sábado, 14, completa um mês do assassinato brutal da vereadora pelo PSOL do Rio de Janeiro e do motorista Anderson Gomes, em um bairro da capital carioca. A polícia civil continua investigando o crime, mas até agora ninguém foi preso. Segundo matéria do site The Intercept Brasil, a polícia descobriu o celular do motorista do carro usado no crime e quebrou sigilo de dois vereadores. Confira a matéria completa neste link: https://theintercept.com/2018/04/05/policia-sigilo-vereadores-investigacoes-morte-marielle/

Segundo os organizadores do evento, “a execução de Marielle, vereadora, anticapitalista, socióloga, mulher, negra, bissexual, filha, representante da ‘Favela da Maré’, e do motorista Anderson Gomes, em 14 de março passado, foi um duro golpe na frágil democracia brasileira e evidenciou a gritante face da violência na qual estamos mergulhados/as.”

A vereadora era integrante da Comissão de Representação de Acompanhamento da Intervenção Federal na Segurança Pública do Rio e foi assassinada logo após denunciar violências cometidas por um grupamento da Polícia Militar do Rio de Janeiro contra comunidades pobres.

Além de homenagear e se solidarizar com a família de Marielle Franco, o ato será o momento de pedir Justiça pelo seu assassinato e o de Anderson Gomes e pelo ex-presidente Lula, que foi preso no último sábado por ordem do juiz Sérgio Moro. Assim como a morte de Marielle e Anderson está mobilizando a sociedade brasileira e a comunidade internacional, a prisão de Lula também vem movimentando organizações internacionais e pessoas do meio jurídico para exigir a liberdade do líder brasileiro. Lula está sendo considerado um preso político.

Estão organizando o ato o NEABI e o Fórum Paraibano de Promoção da Igualdade Racial; Centro Vanderley Caixe; UBM, AMB, Movimento de Mulheres Olga Benário, Fórum de Mulheres em Luta da UFPB, Grupo de Mulheres de Terreiro Iyálodê, Setorial de Mulheres do PT, Setorial de Mulheres do PSOL, Coletiva Mais Mulheres, Coletivo pela Humanização do Parto e Nascimento-PB; Rede de Educação Cidadã-PB; Maria Quitéria; Movimento do Espírito Lilás; Terra Livre; Frente Povo Sem Medo; Frente Brasil Popular; Movimento de Luta nos Bairros; CRESS/PB; SINDLIMP-PB; SINTEF/PB; ADUFPB; ADUEPB; CUT; CTB; UJS; Levante Popular da Juventude; UJR; APES; Cotonetes, além de partidos e parlamentares e representações religiosas.


Fonte: https://senhoradaspalavrasblog.wordpress.com



quarta-feira, 11 de abril de 2018

Vem aí o II FENOGER – Festival da Nova Geração do Repente

(Foto: Internet)

No próximo dia 14 de abril, à partir das 20:30h, acontece no Teatro Municipal Severino Cabral em Campina Grande o “II FENOGER – Festival da Nova Geração”, com o tema: De repente, o futuro do repente. 

O festival de poetas repentistas é um incentivo para a perpetuação da cantoria de viola, e contará com a participarão repentistas dos estados da Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Ceará e Sergipe. O II FENOGER está sendo organizado pelo poeta paraibano Iponax Vila Nova, filho do repentista Ivanildo Vila Nova.

Endereço: 
Teatro Municipal Severino Cabral.
Av. Mal. Floriano Peixoto, S/N - Centro
Campina Grande - PB, 58400-165
Telefone: (83) 3322-4632