domingo, 20 de maio de 2018

Ozzy Osbourne traz turnê de despedida ao Rio

(Foto: Guilherme Leporace / O Globo)
Um dos mais influentes vocalistas da história do heavy metal e do hard rock, o cantor Ozzy Osbourne (Black Sabbath) leva neste domingo à Jeunesse Arena, na Barra, sua turnê de despedida, “No more tours”.

Acompanhado por Zakk Wylde (guitarra), Blasko (baixo), Tommy Clufetos (bateria) e Adam Wakeman (teclados), Ozzy canta músicas que marcaram seus 50 anos de carreira, como “Crazy train”, “Mr. Crowley”, “Bark at the moon” e “Mama, I’m coming home”.

Onde: Jeunesse Arena. Av. Embaixador Abelardo Bueno 3.401, Barra — 2430-1750.

Quando: 20/05, às 20h30m.

Quanto: R$ 280 (cadeira superior), R$ 350 (cadeira inferior e pista), R$ 380 (cadeira inferior) e R$ 650 (camarote) e R$ 680 (pista premium).

Classificação: Não recomendado para menores de 18 anos.

Fonte: O Globo

sábado, 19 de maio de 2018

Seu Pereira e Coletivo 401 e tributo ao Cantor Belchior são algumas das atrações principais da festa da Padroeira de Rio Tinto que começa neste dia 20

(Foto: Reprodução)
A Prefeitura de Rio Tinto fechou a programação da tradicional festa da Padroeira do município, Santa Rita de Cássia. Este ano o evento acontece nos dias 20, 21 e 22 de maio.

No dia 20 (domingo), se apresentam no ‘palco Preguiça’, as bandas Seu Pereira e Coletivo 401, Mizumba, formada por músicos da terra – com um musical rio-tintense e repertório MPB e Pop Rock. Além da parceria entre músicos de Rio Tinto e Mamanguape (Danilo Allex – Falange Nordestina, Danilo Wagner, e Carol cantora da banda de Padre Nilson), juntos com os músicos Jordão da baixista e Ayron baterista, realizando um lindo tributo ao Cantor Belchior.

No dia 21 (segunda-feira), se apresentam no palco principal, o cantor John Geração, Jonas Esticado e Rafael Sacanão.

No dia 22 (terça-feira), a programação religiosa será abrilhantada com Padre Nilson Nunes. O show está previsto pra iniciar após a procissão de Santa Rita de Cássia.

O prefeito Fernando Naia disse que a gestão realizou toda uma programação financeira antecipada, para a realização da tradicional festa da Padroeira, para a contratação das atrações e toda a estrutura logística, como palco, sonorização-iluminação, entre outros. Segundo ele, o evento movimenta a economia da região e engrandece o calendário turístico e festivo do município.

A festa da Padroeira Santa Rita de Cássia contará com reforço especial das Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, e agentes da Guarda Civil Municipal. O trânsito passará por modificações na região do centro, sendo organizado e monitorado por profissionais do Departamento de Trânsito.

De acordo com a organização, cerca de 12 mil pessoas são esperadas durante os três dias na Praça João Pessoa.

Fonte: /www.clickpb.com.br

Espetáculo ‘A luta das galinhas’

(Foto: Reprodução)
Nos dias 19, 20 e 27 de maio e nos dias 2 e 3 de Junho, o espetáculo ‘A luta das galinhas’ fica em cartaz no teatro Ednaldo do Egypto. As apresentações acontecem sempre às 17h. A peça conta a história de Galicínio Galináceo e Galinácea Maria, um casal de Galináceos que tenta ganhar a vida cultivando uma pequena plantação de feijão verde com carne de sol no terreiro que ocupam.

Onde:
Teatro Ednaldo do EgyptoJoão Pessoa - Paraíba

Entrada:
R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia entrada)Venda no local

Data e Horário:
19/05/2018 - 17:00

Classificação:
Livre

Fonte: www.clickpb.com.br

Humberto Gessinger fala sobre show do DVD 'Ao Vivo pra Caramba'

(Foto: Reprodução)
O cantor e compositor lança o DVD "Ao Vivo pra Caramba", registro do show "Desde Aquele Dia - A Revolta dos Dândis 30 anos", que celebrou as três décadas do segundo álbum dos Engenheiros do Hawaii.


A ideia de lançar um DVD desta turnê já estava definida por você antes de o show estrear? A princípio, eu achava que não fazia sentido. Mas fiz algumas canções novas e deu vontade de misturá-las com as de "A Revolta dos Dândis". Daí veio o DVD.

Por muito tempo, os fãs pediram um show com músicas de "A Revolta". Como foi a recepção do público?

É engraçado, porque, apesar de "Terra de Gigantes" e "Infinita Highway" serem hits, o disco foi recebido com certo estranhamento na época em que foi lançado. Era improvável essas músicas terem feito o sucesso que fizeram. A banda nunca chegou a tocar o álbum na íntegra nos shows de 1987. A sensação que fica é que a recepção foi melhor agora.

Você tinha 20 e poucos anos quando escreveu o repertório desse disco, e as músicas tratam de questões existenciais e de inadequação. Esses temas ainda fazem sentido para você?

Sim, eu continuo aquela criança (risos). Hoje vejo que abri meu coração ali, fiquei muito exposto. Na época, eu não tinha essa sensação. A banda estava mudando de formação; foi um disco cheio de incertezas. Mas essas incertezas deram credibilidade ao que eu estava cantando.

ONDE: Tom Brasil (4.000 lug). R. Bragança Paulista, 1.281, Chácara S. Antônio, 4003-1212. 

QUANDO: Sáb. (19), 22h. 

QUANTO: R$ 120/R$ 240. 

Cc.: todos. 

Cd.: todos.

Fonte: O Estadão

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Curta-metragem brasileiro 'O órfão' ganha Queer Palm em Cannes

(Foto: Reprodução)
A brasileira Carolina Markowicz ganhou nesta sexta-feira em Cannes a Queer Palm para curta-metragens por "O órfão", sobre um adolescente adotado que é devolvido ao orfanato por ter um caráter afeminado.

O filme "Girl", do belga Lukas Dhont, que gira em torno a uma adolescente que nasceu menino e sonha se tornar uma bailarina, ganhou o prêmio máximo.

Criado em 2010, este prêmio independente recompensa um filme que aborde a temática LGTB entre todos os apresentados em Cannes.

Baseado em fatos reais, "O órfão" narra, em 15 minutos, a história de Jonathas, um adolescente órfão que é adotado por um casal burguês. Jonathas, interpretado por Kauan Alvarenga, gosta de passar batom e usar vestidos femininos. Quando a família descobre seus hábitos, obriga-o a voltar ao orfanato.

Este é o quinto curta-metragem de Carolina Markowicz, que em 2008 ganhou o prêmio de melhor curta no Festival do Rio com "69-Praça da luz".

"O órfão" foi apresentado na seção paralela da Quinzena de Realizadores, onde também estava outro filme brasileiro, "Los silencios", de Beatriz Seigner, sobre as consequências do conflito colombiano na população civil.

Fonte: Jornal do Brasil

Fulô de Mandacaru anima abertura do "Arraiá de Cumpade" 2018 em Galante

(Foto: Reprodução)

Lenço no pescoço, chapéu de couro na cabeça e alpargatas de rabicho nos pés. É exatamente assim, cheio de estilo e autenticidade, que o trio pernambucano Fulô de Mandacaru retorna à Paraíba, para subir ao palco da fazenda Olho D’Água, no distrito de Galante, em Campina Grande, no próximo dia 2 de junho. Por lá, Pingo Barros, Armandinho do Acordeon e Tiago Muriê terão a missão especial de animar a abertura do Arraiá de Cumpade 2018, a convite do folclórico Cumpade João. Para a apresentação, os meninos prometem apostar na tradição do forró, mas incluindo pitadas de inovação, que são marca registrada deles.

Com 17 anos de carreira, o Fulô de Mandacaru é referência na cultura popular, já tendo ecoado seu som pelo mundo afora, em turnês internacionais. Mas a consagração dessa turma aconteceu mesmo em 2016, ao sair vencedora do SuperStar, reality show musical exibido pela Rede Globo. A agenda de shows ficou bem mais concorrida, contudo, não tirou dos meninos o impacto que cada apresentação traz com ela. “Temos um carinho muito grande por Campina Grande. É especial demais tocar nessa cidade, que é um dos grandes polos juninos da região”, revelou Armandinho.

Envolvida por esse sentimento, a locomotiva do Fulô de Mandacaru vem embalada para o arrasta-pé em Galante. O show abre a maratona do grupo no mês junino. “Não por acaso, estamos preparando um super repertório mostrando nossa musicalidade, com as variações que nos influenciam. Será um momento muito importante para nós, até porque entendemos o Arraiá de Cumpade como um espaço de resistência do autêntico forró”, explicou.

Na bagagem, a banda também já carrega o entusiasmo por um projeto que será lançado, oficialmente, no próximo mês de julho. Trata-se do DVD “Fulô de Mandacaru in Concert”, gravado em Recife, em novembro passado, reunindo no palco mais de 40 músicos e contando com participações de Elba Ramalho, Dorgival Dantas, Padre Antônio Maria e o Maestro Spok. “Será nosso quarto DVD de carreira, mas o primeiro show de forró a ser gravado em concerto. Lançaremos pela Som Livre no Brasil e em mais sete países da Europa”, contou Armandinho.

Já para 2019, os meninos da Fulô de Mandacaru planejam se juntar com o Trio Nordestino e Os Três do Nordeste, para gravarem o álbum excepcional “O maior forró do mundo”. “Patenteamos o projeto, o pessoal aceitou o nosso convite e estamos caminhando com a produção, para que o show aconteça em março, no Recife. Acreditamos que essa união vem para qualificar o forró e fortalecer ainda mais o movimento”, disse.

A abertura do Arraiá de Cumpade acontece no dia 2 de junho, a partir das 11h. Além da Fulô de Mandacaru, o Cumpade João vai receber mais três trios pé de serra. Em valor de segundo lote, o ingresso individual está custando R$125. Além do acesso aos shows, o passaporte inclui open bar (cerveja, cachaça, caipirinha, refrigerante, suco, água e café), apresentações culturais e visitação à Divina Vila, um cenário envolvente que reproduz uma charmosa cidadezinha do interior.

Em Campina Grande, os ingressos podem ser adquiridos na Sercosi Seguros, localizada na Rua Sebastião Donato, 57, no Centro. Em João Pessoa, as vendas acontecem na Mais Brasil Turismo, que fica na Avenida Epitácio Pessoa, 3280, Tambauzinho. A compra também pode ser feita pela internet, no site www.arraiadecumpade.com.br

Mais informações pelos telefones (83) 3224-3050 e (83) 98650-0471.

Fonte: www.clickpb.com.br

Concerto da OSUFPB desta semana conta com pianista norte-americano

(Foto: Reprodução)
A Orquestra Sinfônica da Universidade Federal da Paraíba (OSUFPB) apresenta, nesta sexta-feira (18), grande concerto com a participação do pianista norte-americano David Korevaar. A apresentação será às 20h e marca a volta da Orquestra ao seu local oficial de apresentações, a Sala Radegundis Feitosa, no Centro de Comunicação, Turismo e Artes (CCTA), Campus de João Pessoa, que passou alguns meses interditada para manutenção. A entrada é gratuita e recomendável para todas as idades.

Dividido em séries temáticas, a temporada da OSUFPB de 2018 busca contemplar temas específicos em obras musicais a partir do teor conceitual de sua criação, exaltando as motivações estéticas, políticas, históricas e até pessoais que levaram grandes compositores a produzirem suas obras. Desta forma, os concertos levam ao espectador a possibilidade de mergulhar mais profundamente na música produzida por esses compositores. Com essa estratégia pedagógica em fina sintonia no conteúdo artístico desses criadores, a OSUFPB cumpre seu papel de formar plateia.

O concerto desta sexta-feira (18) contempla a série Augusto dos Anjos, que neste ano apresenta quatro programas baseados em compositores que, de algum modo, foram afetados pela Primeira Guerra Mundial. Em cada um deles, ressalta-se a música de algum dos principais países combatentes e abordamos um aspecto psicológico descrito em obras de arte concebidas durante os anos da guerra. Este programa, em específico, é focado na música inglesa e inspirado no poema "My boy Jack" de Rudyard Kipling, onde se vê destacada a dor dos pais que perderam seus filhos em batalha. 

O pianista David Korevaar é o primeiro dos convidados internacionais da temporada 2018. Nesta sexta, o consagrado músico interpretará o Concerto n. 1 para Piano e Trompete de Dmitri Shostakovich, ao lado do trompetista Flávio Gabriel, que é professor da Universidade Federal de Uberlândia (UFU-MG) e que foi especialmente convidado para este concerto. Também serão executadas a Suite para Cordas, do compositor inglês Frank Bridge e a Elegia “Perdas”, do compositor José Orlando Alves, que é professor do Departamento de Música e também membro do Laboratório de Composição Musical (COMPOMUS), ambos da UFPB. Esta obra terá nesse momento a sua estreia mundial. A regência é do maestro Thiago Santos, regente titular da OSUFPB.

David Korevaar

David Korevaar é um pianista prestigiado nos EUA, Ásia e Europa. Mantém-se ativo em sua carreira artística como pianista, solista e camerista ao mesmo tempo em que se dedica ao ensino como professor na Universidade do Colorado Boulder. 

(Foto: Reprodução)
Possui os títulos de Doctor of Musical Arts, Master of Music e Bachelor of Music, todos pela famosa Juilliard School de Nova Iorque. Possui um repertório variado e extenso, aliado com seu trabalho com compositores vivos e sua própria experiência na composição. Com equilíbrio e sucesso, tem tocado frequentemente em diversas cidades dos EUA, Austrália, Japão, Coréia, Abu Dhabi e Europa.


O Regente

Thiago Santos

O carioca Thiago Santos foi o primeiro latino-americano contemplado com a bolsa de estudos Leverhulme Arts Scholar para o renomado programa de regência orquestral do Royal Northern College of Music, na Inglaterra. Atuou como regente assistente das orquestras BBC Philharmonic e da Royal Liverpool Philharmonic.

(Foto: Reprodução)
No Brasil, dirigiu a Filarmônica de Minas Gerais, Sinfônica de Porto Alegre (RS), Sinfônica de São José dos Campos (SP), Sinfônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), entre outras. Na Inglaterra, também trabalhou com a Stockport Symphony, Nottingham Philharmonic e Manchester Camerata. Ainda na Europa, regeu a Buhoslav Martinu Philhamonie (República Tcheca) e U Artist Festival Orchestra (Ucrânia).

Cursou bacharelado e mestrado em regência na UFRJ com André Cardoso. Atualmente é o maestro titular da Orquestra Sinfônica da Universidade Federal da Paraíba (OSUFPB).


A OSUFPB

A OSUFPB é um equipamento cultural da UFPB e pertence ao Centro de Comunicação, Turismo e Artes e ligado aos Departamentos de Música e Educação Musical da instituição. A Orquestra tem finalidades pedagógicas que envolvem professores e alunos da UFPB, além de contribuir para a formação de plateia para o público pessoense. Atualmente conta vinte e um músicos fixos – todos de cordas - e com a participação eventual de professores e alunos dos cursos de música da UFPB, além de colaboradores voluntários da cena sinfônica paraibana.

Mais informações pelo telefone: (83) 3216-7123.
Fonte: 

Agência de Notícias da UFPB - Com Assessoria

O triste fim de vida de João Gilberto, a voz da Bossa Nova

(Foto: Reprodução)

Sua voz delicada cantando "Garota de Ipanema" continua a cativar o mundo quase 60 anos depois de sua gravação, mas João Gilberto, o pai perfeccionista da Bossa Nova, agoniza longe da placidez de sua música.

Arruinado, doente e vivendo sozinho em um apartamento emprestado no Rio de Janeiro, a tristeza que cerca esse artista de 86 anos parece não ter fim.

Há anos, João Gilberto está no centro de uma truculenta disputa entre seus filhos mais velhos, os músicos João Marcelo e Bebel Gilberto, e sua última ex-esposa Cláudia Faissol, uma jornalista quarenta anos mais jovem que ele e mãe de sua filha adolescente.

Bebel e João Marcelo acusam Faissol de se aproveitar do lendário músico baiano, mas o enredo não é apenas sobre dinheiro.

"Em sua obsessão pelo controle, João Gilberto tinha como ambição apenas parar o mundo para exercer sua arte. Diante do microfone, conseguiu. Fora do palco, foi o contrário - nunca teve controle sobre sua vida. Habituou-se a delegá-la a outros (...) mas a vida escreve seus próprios arranjos e, pior, às vezes desafina feio", escreveu Ruy Castro, autor do livro sobre a Bossa Nova "Chega de Saudade", no jornal Folha de S. Paulo.

Um gênio excêntrico

Apesar, ou em razão de sua genialidade, João Gilberto nunca foi uma pessoa fácil de lidar.

Seu perfeccionismo obsessivo e suas excentricidades - como sua reclusão em casa ou fobia social (entreabria a porta apenas para receber diariamente a comida de um restaurante) o fizeram tão famoso quanto suas belas interpretações de "Desafinado", "Corcovado" ou "Chega de Saudade", muitas vezes em dupla com sua primeira esposa, Astrud Gilberto.

"A importância dele é incalculável porque ele foi a principal voz do movimento musical brasileiro mais conhecido do mundo e foi revolucionário quase que involuntariamente. Ele foi, pelo menos no Brasil, o primeiro cantor que não precisou de um vozeirão para cantar. Ele cantava baixinho, como um sussurro, com um violão virtuoso de acompanhamento", disse à AFP Bernardo Araújo, crítico musical do jornal O Globo.

Mas ao mesmo tempo...

"Gilberto é como Michael Jackson ou Prince, um artista brilhante e raro, embora sua raridade tenha se tornado cada vez mais aguda até atingir essa situação terrível de hoje", estima Araújo.

No final de 2017, o homem que internacionalizou a música brasileira ao lado do compositor Tom Jobim e do poeta Vinícius de Moraes foi interditado pela justiça, a pedido de sua filha Bebel, que justificou que seu pai não tem condições de cuidar de sua saúde ou finanças por sua fragilidade física e mental.

"Eu queria que meu pai tivesse um final de vida feliz e tranquilo", disse João Marcelo, primogênito de Astrud Gilberto, à revista Veja.

Finalmente, João Gilberto foi forçado a deixar o apartamento que alugava no Leblon por falta de pagamento e desde o final de abril mora em outro supostamente emprestado por Paula Lavigne, esposa de Caetano Veloso, na Gávea.

A queda

Se o início do declínio de João Gilberto pudesse ser datado, seria 2011.

Naquele ano, Cláudia Faissol o convenceu a fazer uma turnê para comemorar seu aniversário de 80 anos, mas o artista acabou cancelando o projeto alegando problemas de saúde.

O cantor já havia recebido um milhão de reais como adiantamento e foi forçado a devolver a quantia.

Em meio a uma longa batalha judicial travada com sua primeira gravadora, sem nenhum álbum novo desde 1989 e sem se apresentar publicamente desde 2008, acabou vendendo 60% dos direitos autoriais de seus quatro primeiros álbuns ao banco Opportunity em 2013.

Acusada de fazê-lo assinar contratos sem o seu pleno conhecimento, em meados do ano passado Faissol chamou os bombeiros para arrombar o apartamento de João Gilberto. Segundo seus filhos, sua ex-mulher queria levá-lo à força para a entrega de um prêmio nos Estados Unidos.

"O Brasil deve muito a João Gilberto e precisa encontrar maneiras de apoiá-lo neste momento", afirmou o empresário Nizan Guanaes.

Guanaes está mobilizando artistas para ajudar o cantor, apesar de quase 20 anos atrás o artista ter arruinado a inauguração de uma sala de espetáculos em São Paulo, repreendendo e mostrando a língua para o público irritado com o som do local.

Uma das últimas vezes que os brasileiros o viram foi em 2015, quando o cantor, muito magro, apareceu em um vídeo caseiro vestindo pijama e tocando "Garota de Ipanema" com sua filha mais nova.

"Tristeza não tem fim", diz uma de suas canções mais célebres. Caetano Veloso preferia o verso: "Melhor que o silêncio, só o João".

Fonte: Jornal do Brasil